quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HOJE, 23 DE NOVEMBRO...

É que todo dia 23 de novembro mais uma primavera chega na dádiva que é minha vida. Hoje quero agradecer profundamente ao universo ao meu redor, que conspirou para o meu surgimento, aos meus amores (Célia &Valentina), por me manterem a sanidade.
E no decorrer de meus 55 anos, devo dizer que sou um astro do show, ainda por terminar, da minha vida. Foram lágrimas e risos, perdas e ganhos. Passei por desertos, me vi na escuridão sem contar com a companhia da minha própria sombra, sobrevivi com a sede de boas notícias e com a saudade de um tempo feliz com presenças importantes, algumas dessas presenças se perderam com o tempo, outras se perderam em mim, mas não posso negar, muitos foram os momentos bons, em que dancei ao som da felicidade momentânea, e hoje vejo com uma alegria “Valentiniana” a chegada da serenidade.
Alegrias e tristezas, comédias e tragédias... Tudo muito intenso e mágico. A vida é realmente um espetáculo, e a minha sempre foi dirigida pelo mais criativo dos diretores (O acaso), definitivamente hoje me sinto pleno, radiante e grato por poder mais uma vez... recomeçar.
Obrigado aos amigos, que assim se sentem... obrigado aqueles que me elegeram...AMIGO.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ASTRONAUTA

Ela agora mora só no pensamento
Ou então no firmamento
Em tudo que no céu viaja

Pode ser um astronauta
Ou ainda um passarinho
Ou virou um pé de vento
Pipa de papel de seda
Ou quem sabe um balãozinho
Ou está num asteróide
Pode ser a estrela d'alva
Que daqui se olha
Pode estar morando em Marte
Nunca mais se soube dela
Desapareceu...

Pode ser um astronauta
Ou ainda um passarinho
Ou virou um pé de vento
Pipa de papel de seda
Ou quem sabe um balãozinho
Ou está num asteróide
Pode ser a estrela d'alva
Que daqui se olha
Pode estar morando em Marte
Nunca mais se soube dela
Desapareceu...

Desapareceu.......

INÚTIL PAISAGEM


Mas pra que?
Pra que tanto céu?
Pra que tanto mar? Pra que?
De que serve esta onda que quebra?
E o vento da tarde? De que serve a tarde?
Inútil paisagem
Pode ser que nao venhas mais;
Que nao venhas nunca mais...
De que servem as flôres que nascem pelos caminhos?
Se meu caminho sozinho é nada...

CANTIGA PARA NÃO MORRER

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
Ferreira Gullar